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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Críticas

A prova de que o Sudoeste é coisa para meninos que se dizem apreciadores de música sem sequer saber o que isso é...
Está aqui!

sábado, 11 de julho de 2009

Subscrevo-me integralmente

Não quero mais amigos, os que tenho são-me suficientes.
Massivo's quote

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Sunday@movies (continuação)


"Girls are taught a lot of stuff growing up: if a boy punches you he likes you, never try to trim your own bangs, and someday you will meet a wonderful guy and get your very own happy ending. every movie we see, every story we're told implores us to wait for it: the third act twist, the unexpected declaration of love, the exception to the rule. but sometimes we're so focused on finding our happy ending we don't learn how to read the signs. how to tell the ones who want us from the ones who don't, the ones who will stay and the ones who will leave. and maybe a happy ending doesn't include a guy, maybe it's you, on your own, picking up the pieces and starting over, freeing yourself up for something better in the future. maybe the happy ending is just moving on. or maybe the happy ending is this: knowing after all the unreturned phone calls and broken-hearts, through the blunders and misread signals, through all the pain and embarrassment... you never gave up hope."

Gigi (He's not that into you)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

E há muito...

... que um blog não me deixava assim: Wow!
Descobri uma menina de 22 anos, com uma história de vida incrível e uma lista de vivências e estórias ainda mais fascinantes.
Gosto da sua visão, da abrangência da mesma. Típica daqueles que conhecem o mundo e não se estacam ou prendem a um só local. Diz coisas inteligentes sobre assuntos ou temas que na maioria das vezes são tratados com displicência e de forma redutora. Dá asas e vê para além do concreto. Gosto de gente assim.

Configura na lista de preferidos de outros que sigo diariamente.
E para quem não sabe, no universo blogueiro há uma certa irmandade.
Quando se conhecem os autores de tanto os lermos, cria-se uma espécie de ligação transcendental. Como se os mesmos estivessem presencialmente connosco, ou como se o clic na sua morada virtual fosse um ritual tão intríseco quanto o telefonema ou sms para aqueles de quem tanto gostamos.
E eu sou a prova viva desta realidade. Há pessoas neste universo que não me conhecem fisicamente, nem eu a elas. Mas a minha lista de INSPIRAÇÕES é seguida religiosamente...
Ai se o é!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

E pronto...

a Kitty Fane lá me descobriu =)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O poder das palavras

«E, enquanto ardemos, vamo-nos dando conta de que aquilo que considerávamos o mais importante em nós, até esse instante, também está a desaparecer. E isso acrescenta uma dor à que já sentíamos. A de perder uma coisa essencial, a de ficarmos sem nada onde nos agarrar. Rebolamos no chão, a arder, enquanto lá fora, o vento continua a empurrar a neve furiosa...»
Possidónio Cachapa
* e a forma como nos apropriamos das mesmas.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Portugal...

...pelos olhos de Miguel Esteves Cardoso
http://video.google.com/videoplay?docid=-3506394389164430543&ei=6puqSNwEk6LYAsGckPYB&q=o+portugal+de+miguel+esteves+cardoso

Poooiiisss!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Referências

Num contexto completamente diferente, com uma revolta que entendo mas que está longe do meu horizonte por não ser (ainda) vivência minha, Pedro Ribeiro proferiu palavras no seu blog que poderiam perfeitamente ser minhas.
Em frases que sintetizam tudo e tanto, ele diz o que deve:

"E sabe que não há milagres: nem todas as pessoas valem a pena, há gente tão poucochinho, que emanam uma mesquinhez e uma maldade que as torna pouco menos que invisíveis. São as não-pessoas. Que nada viveram e nada aprendem."

Às não-pessoas que se vão cruzando na minha vida, que vão deixando marcas e me vão transformando enquanto mulher/amiga/ser-humano, aqui segue o meu agradecimento. Também convosco aprendi: A ser mais, melhor e buscar sempre superar-me a mim mesma. Para que os outros, aqueles que me rodeiam e me são importantes não guardem más imagens a meu respeito, sob pena de também eu, transformar-me aos seus olhos numa não-pessoa.

domingo, 3 de agosto de 2008

Vânia em mais um momento de indefinição

Tenho que escolher o que detesto - ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a acção, que a minha sensibilidade repugna; ou a acção, para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu. Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei-de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra.


Fernando Pessoa [Bernardo Soares]

in Livro do Desassossego

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Desarmada

Quando começa uma pessoa a nascer? Quando começa a morrer? Será que começa a morrer ainda antes de ter nascido por inteiro? Sentado numa cadeira de praia interrogo o pé que desenha na areia quente uma âncora. E depois a âncora desenha um coração. E depois o coração desenha uma janela. Levanta-se da cadeira, aproxima-se da janela, debruça-se, dá um impulso ao corpo magoado e cai. Só o vento o acompanha. Está ainda a nascer? Ou começou agora? Meu amor, vejo-te nascer todos os dias, com os olhos estremunhados e o polegar enfiado na boca. Escondo de ti que todos os dias comecei a morrer, desde sempre, envergonhado de não ter guelras, ou asas, ou orelhas com pêlo felpudo. Aproveito o teu nascimento ininterrupto para dar um salto para junto de ti, e ter a ilusão, a alegria, a flor, a moeda mágica, que vão garantir que é contigo que nasço em cada dia que nasces.

Eduardo Prado Coelho

Obrigada gigante, sweetie!!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Fala o poeta*

Se eu quisesse, enlouquecia. Sei uma quantidade de histórias terríveis.

Vi muita coisa, contaram-me casos extraordinários, eu próprio... Enfim, às vezes já não consigo arrumar tudo isso.

Porque, sabe?, acorda-se às quatro da manhã num quarto vazio, acende-se um cigarro... Está a ver?

A pequena luz do fósforo levanta de repente a massa das sombras, a camisa caída sobre a cadeira ganha um volume impossível, a nossa vida... compreende?... a nossa vida, a vida inteira, está ali como... como um acontecimento excessivo...

Tem de se arrumar muito depressa. Há felizmente o estilo. Não calcula o que seja? Vejamos: o estilo é um modo subtil de transferir a confusão e violência da vida para o plano mental de uma unidade de significação. Faço-me entender? Não?...

in Os Passos em Volta
Herberto Helder


* e mais uma vez, dá-me voz.

terça-feira, 29 de abril de 2008

À bruta porque assim tem de ser!

Desconfio que este senhor sabe muito mais para além do que diz. O que partilha é tão sentido que é impossível não tirar elacções e rever em cada post umas quantas lições de vida...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sempre e tanto para aprender

Como diz um dos formadores lá do curso de rádio...
Determinação é a palavra de ordem!
Ele não sabe, mas eu guardo tudo o que ele diz.

By the way, ainda não o tinha mencionado neste espaço, mas esta tem sido das experiências mais enriquecedoras dos últimos tempos.
Sinto-me uma felizarda por aprender (tanto) com nomes como João de Sousa, Rita Moreira, Tiago Castro e Pedro Moreira Dias, pessoas que acostumada a ouvi-las diariamente na Radar e na Oxigénio, aprendi a admirar (excepção feita ao coordenador do curso que desconhecia, mas que é sem sombra de dúvida, um Senhor Rádio)... e ainda com os meus 12 colegas que me acompanham e divertem nesta aventura. Tem sido um prazer.

sábado, 12 de abril de 2008

Lisboeta que é lisboeta...

A blogosfera tem destas coisas e eu cá gosto de espiar aquilo em que os outros atentam.
Cidadania é a palavra de ordem no texto que se segue:

Gosta de petiscar nas tascas da Cidade. A verdadeira patanisca sabe melhor quando preparada por um “Chefe de Cozinha bairrista”!

Gosta de procurar esplanadas como refúgio de fim-de-semana. Os centros comerciais são refúgios deprimentes.

Gosta dos Bairros Populares como a Graça e Mouraria. Visita os locais aprazíveis destes bairros todo o ano e não apenas na época dos Santos Populares.


Não estaciona o carro em cima do passeio. Os peões são cidadãos como os outros.

Não faz compras só no Colombo, Vasco da Gama ou outro centro comercial. O pequeno comércio precisa do nosso apoio.

Não deita o lixo fora dos contentores distribuídos pela Câmara Municipal de Lisboa. A higiene urbana é um bem comum a preservar.

Não deita milho aos pombos nos Restauradores, Rossio, Praça da Figueira. Estes animais contribuem fortemente para a danificação dos monumentos desta cidade.

Não escarra para a via pública. Hoje em dia as embalagens de lenços de papel vendem-se até nos quiosques dos jornais.

Vai de metro aos jogos de futebol lá para os lados da segunda circular. Esta mania de levar o carro só faz com que acabe por arruma-lo mais longe do que se viesse a pé.

Sabe onde fica o Museu do Chiado e o Museu de Arte antiga. Não há razão para os lisboetas fugirem dos museus, a arte quando nasce é para todos.

Leva o saco de plástico quando vai passear o cão à rua, de modo a acondicionar os dejectos do animal. Porque já todos percebemos que pisar involuntariamente mer$# não atrai dinheiro!


Plágio descarado daqui:
http://objectiva3.blogspot.com/

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O abraço


No momento em que nasceram os céus
com eles nasceu a terra,
no momento em que nasceram as plantas
com elas nasceram os animais.
No momento em que nasceram as pessoas
surgiu também com elas
A Linguagem dos Abraços...




A Linguagem dos Abraços
não contém quaisquer palavras,
nem é vazia de sentido.
Acima de tudo, o que nós desejamos nela,
é que o nosso abraço seja eterno e infinito




Vem e abraça-me.

Michal Snunit



Literatura infantil e as grandes lições... Once and again!
Que saudades de perder horas a fio em livrarias a folhear estes pequenos tesouros...

terça-feira, 8 de abril de 2008

A voz do poeta*




Tu estás em mim
como a árvore sobre a sua crosta,
Como o navio no fundo do mar.


Mário Cesariny




*(que podia muito bem ser a minha)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Senhoras e Senhores, Raúl Brandão

"Quiseste fazer rir e agora fazes rir. Viveste de sonho, tentas voltar à realidade - e a realidade atira-te para o sonho. Se abres a boca para falar de amor, todos desatam a rir. A realidade vinga-se. A realidade não cria palhaços como tu, a realidade cria homens, e os que se esquecem de viver não devem acusar a vida. Tens de ser palhaço até à morte. É inútil quereres voltar para trás, e para cada grito de dor que soltes conta com uma risada de escárnio. Fizeste da vida artifício, para representares as tuas farsas, e agora teimas em recomeçá-la? ...Palhaço!, palhaço!... Davas tudo para não sonhares - para viveres - e a realidade obriga-te a caminhar até ao fim. Palhaço!, palhaço!... Talvez todos os homens, num dado momento da vida, perguntem a si próprios, numa angústia: - errei a vida?, o meu amor foi o verdadeiro amor?, o sonho que sonhei o melhor sonho? Felizes os palhaços que são palhaços até à última hora com a mesma convicção - e que não sentem este desespero e este fel. Palhaço!, palhaço!, a tua vida foi um sonho - agora sonha! Quem se habituou a sonhar tem de sonhar sempre, de se fechar por dentro com o seu sonho, para fugir à realidade. Agora só te resta fazer do sonho e da morte um sonho maior e mais belo."

A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore


Raúl Brandão

domingo, 23 de março de 2008

Chamar-lhe-ia espelho...

"O que queres de mim afinal? Por que insistes em voltar para a minha vida se é para não entrar?
Ficas na porta entreaberta. Um pé dentro, outro fora. E eu queria-te aqui, junto de mim.
Cansei de estender a mão, acreditando que segurá-la-ias. Cansei de pensar que poderia ajudar-te um dia, de novo, a amar. Mas tens medo.
Eu olho para a porta e não sei o que fazer. Queria-te do lado de cá. Mas não entras.
Cansei de insistir.
Cansei de pensar que juntos conseguiríamos.
A porta está entreaberta. Assim permanece há meses. Nem eu fecho, nem tu entras. Com medo. Eu, por medo de te perder. Tu, por medo de te envolveres. E jogas com isso, na certeza de que o meu medo é maior que o teu.
Eu olho para a porta e vejo nos teus olhos a inconstância. Os meus convidam-te a entrar. Os teus desviam, olham para os lados. Talvez a procura de algo melhor. Ou de uma saída.
Ficamos os dois na porta entreaberta. Eu queria-te aqui dentro. Mas não entras. Ficas parado a olhar.
Cansei de te convidar para entrar. Cansei de te esperar. Cansei de chorar pela falta que me fazes, do lado de cá.
Eu olho para os teus olhos e mais uma vez os meus chamam-te para o meu lado. Tu ficas parado. Eu sigo olhando-te. Insisto pela última vez. Tu não te mexes. Não entras. No fundo, o teu medo é maior que o meu. Então, eu fecho a porta."

in
Uma vez por semana

terça-feira, 18 de março de 2008

Não me permito esquecer



"Sem memória esvai-se o presente que simultaneamente já é passado morto.
Perde-se a vida anterior. E a anterior, bem entendido, porque sem referência do passado morrem os afectos e os laços sentimentais.
E a noção do tempo que relaciona as imagens do passado e que lhes dá a luz e o tom que as datam e as tornam significantes, também isso.
Verdade, também se perde porque a memória, aprendi por mim, é indispensável para que o tempo não só possa ser medido como sentido."

in De Profundis, Valsa Lenta


José Cardoso Pires



Apenas acrescento que sem a recordação do que fui, daqueles a quem me dei e os outros com quem me construí jamais poderia ser o que sou hoje - gosto pouco de lugares comuns mas há aqueles de que tão óbvios ser, não há como se lhes escapar. Tenho a lembrança bem presente e prezo mantê-la viva, só não deixo que novos fragmentos lhe sejam anexados, guardo apenas o que é bom...

terça-feira, 11 de março de 2008

Ausência



Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade


Sim, há pessoas que habitam em mim.
Para sempre enquanto tiver memória. E a minha é da boa...
Mas não lhes sinto a falta, valem muito mais assim!