quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ficar (Canção de Embalar)


Ah se eu pudesse não partir
Eu ficava aqui contigo
Se eu pudesse não querer descobrir

Ah se eu pudesse não escolher
Eu juro era este o meu abrigo
Se eu pudesse não saber que há mais...


Mas como pode a Lua não querer o céu
Como pode o Mar não querer o chão?
Como pode a Vontade acalmar o desejo?
Como posso eu ficar?


Ah se eu pudesse não partir
Eu ficava aqui contigo.
Se eu pudesse não saber que há mais...

Mas como pode a Lua não querer o céu?
Como pode o Mar não querer o chão?
Como pode a Vontade acalmar o desejo?
Como posso eu ficar? Como posso eu ficar?

Margarida Pinto


Noutros tempos, esta foi uma canção que me fez todo o sentido. Hoje ouço-a e não resta nostalgia. A lua já teve o céu, o mar o chão e a vontade acalmou o desejo...
Eu já parti, ganhei asas e voei. Agora voltei, embalei-me e fico. Para e por ti. E estou bem.
É tudo o que há para saber.

Nós

Felizmente os quase 26 não se cinge apenas ao número. Há muito mais...
Vontade, maturidade, capacidade de análise e discernimento.
De vez em quando há relutâncias e disperso-me mas rapidamente volto a mim e à certeza de quem são aqueles a quem me quero dar.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Indeed

Porque "o silêncio não comete erros"...

Voltemos a ele!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Convenceste-me babe...

Siga lá ao último dia do SW08!!


if that's what it takes, then don't let it tear us apart
even if it breaks your heart
if that's what it takes, then don't let it tear us apart
even if it breaks your heart
even if it breaks your heart...
even if it breaks your heart

Cut Copy - Out There on the Ice Again

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Xiça pá

Tenho 2 casamentos um depois do outro e não sei o que vestir, o que calçar e até que companhia levar...
David e Joana, Luís e Mónica... Tinham mesmo de ser casais perfeitos e ainda acreditarem no casamento?
Que seca!

=P

terça-feira, 5 de agosto de 2008

MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIISSSSSSSSSSSSS

Comporta e os dias contigo foram os melhores e os mais ternos dos últimos tempos...
Guardamos as memórias na garrafa e deixamo-la a flutuar naquele imenso mar transparente??

domingo, 3 de agosto de 2008

Vânia em mais um momento de indefinição

Tenho que escolher o que detesto - ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a acção, que a minha sensibilidade repugna; ou a acção, para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu. Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei-de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra.


Fernando Pessoa [Bernardo Soares]

in Livro do Desassossego

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Goa

Lembro-me hoje da minha 1ª viagem...

Tinha 5 anos e a minha mãe quis ir a Goa. Decide que me leva com ela e embora não consiga precisar, só pode ter havido uma intensa preparação psicológica para esse mês que passei do outro lado do mundo.

Cá deixámos o meu pai e a minha irmã ainda bebé. Ainda me vejo mínima a despedir-me deles no aeroporto e a embarcar no avião da Lufthansa pela mão de mi madre. Fizémos escala em Frankfurt e um dia depois aterro numa cidade completamente diferente - Bombaim.

Tudo era estranho: as pessoas, as ruas sujas, os cheiros que não conseguia identificar... No entanto nada disso me parecia interessar. A tal preparação psicológica funcionou na perfeição e eu ainda que criança, estava bem ciente ao que ia: conhecer os meus antepassados e origens.

A casa do meu tio-avô ficava numa das ruas mais movimentadas da cidade. Era uma cave pequena que albergava 5 pessoas, uma delas a minha bisavó, a única que conheci. Não percebia patavina do que ela me dizia mas consigo discernir cada ruga do seu rosto e o sorriso que rasgava de cada vez que eu protagonizava um disparate qualquer.

Lembro-me ainda de visitar a escola onde a minha tia dava aulas, com turmas gigantes uma vez que os professores escasseavam...

E foi aqui que me raparam o cabelo... Porquê? Porquê? Piolhitos, claro está.

Embarque até Goa.

Mais familia à nossa espera. Embora aqui as memórias não sejam tão precisas, há coisas que se me estão coladas à pele como por exemplo as lágrimas que rolaram na minha face quando conheci o meu avô, de andar com ele de bicicleta ou de tirar chicletes dos frascos lá da barraca que ele tinha junto ao porto.

Ainda me sinto pequena ao imaginar a casa dele, com pé direito gigante e as ventoinhas no tecto. A vaca no quintal e o leite fresco pela manhã eram o símbolo de Pangim perdida no tempo.

Corre-se-me o vento na cara e invade-me uma liberdade ao lembrar-me da moto que me levou a uma das praias mais bonitas da região... qual postal!!

Não vejo o meu primo Sean desde essa altura em que eu catraia, armada em cantora, desfilava todos os hits daquele tempo e quando me calava, lá o ouvia dizer: Sing a song. - algo a que eu respondia prontamente com um pinipon. Sim, sim... eram os bonecos sensação da minha infância. Associação feita obviamente, pela rima.

Subir as escadas da igreja do Bom Jesus e visitar o túmulo de São Francisco Xavier and wondering myself como era possível o corpo do senhor se manter em tão bom estado de conservação...

A água de coco!! A casa de férias de família onde coubemos tantos de nós...

A tia Felicidade e as bolachas que nunca mais comi iguais...



Tanta e tanta coisa que guardo comigo como religiosas lembranças de um regresso ao passado. Ainda que com 5 anos, o sentido de responsabilidade foi em proporção suficiente para o que se cumpriu.
Agora 20 anos depois, o desejo é de lá voltar assim que possível. Talvez haja uma nova leitura a fazer-se da também, MINHA TERRA!

Gosto de ti*


E as amizades que não se medem aos palmos. :)
*só porque sim!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Yuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii


Já ganhei o dia,

o mês,

o ano!!


Novo álbum dos The Killers no culminar deste 2008
Deito foguetes??!!