"As máscaras aderem ao espírito. e são muitas porque o espírito é matéria dual - etérea - com as contradições e as possibilidades que se apresentam em cada momento.
Eu sou muitos. Todos são muitos. Tantos, que nem sequer reconhecem essa multiplicidade porque para isso, precisariam afastar-se de si mesmos e olharem-se com o distanciamento devido. Não o fazem - claro."
(Identidade Desconhecida)
Quem é o próximo a apedrejar?
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Carnaval ou ano inteiro?
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 02:32 0 comentários
Etiquetas: Pessoas que sabem do que falam...
The craziest week
Merecedoras ou não, entrei de férias há quase uma semana. Podia ter ficado por Lisboa a fazer reflexões ou simplesmente sem fazer nenhum, mas a perspectiva de percorrer o país agradou-me e muito. De Guarda a Lagos, não passando por Coimbra por descuido, assim se passaram 8 dias.
Na Guarda respirou-se ar puro, conheceram-se pessoas genuinamente fantásticas, percorreram-se ruas tipicamente medievais, beberam-se finos em bares altamente kitsch e assistiu-se a um carnaval com tradição verdadeiramente portuguesa - tema para um outro post. Foi muito mais que isto mas é o que importa aqui contar...
Voltei hoje de Lagos. O concerto de David Fonseca foi o mote e o convite foi aceite, apesar das hesitações. Valeu a pena!
O concerto irrepreensível(outro tema para me alongar depois), as noites divertidas, as conversas enriquecedoras, a paisagem lindíssima e o café a 4 na encosta simplesmente único.
À malta envolvida (Joana, Vanessa, Jamix, aos manos mais giros de Lagos e Telheiras- Ricardo e Hugo e muitos mais...) para além do agradecimento, aqui fica o repto: Bora repetir??
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 00:12 1 comentários
Etiquetas: Partilhas que podem ser partilhadas...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Recordando...
este senhor chileno, que nos deixou um legado imenso e impregnado de sentido.
Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
Há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Pablo Neruda
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 09:30 1 comentários
Etiquetas: Poesia
Argentina do caraças
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 09:24 0 comentários
Etiquetas: BD, Cartoons, Ilustrações
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Com várias explicações e definições...
O sofrimento pode ter sentido, transformar-nos por dentro. É preciso paciência. Porque o tempo parece nunca mais acabar e somos projectados para um ponto muito longe do convívio entre os humanos. Faz parte do sofrimento deturpar as coisas, vê-las através de lentes tão fortes que facilmente entontecemos, nos desequilibramos, caímos. Temos medo de tudo, de nós mesmos. A simples superficie das coisas nos agride. Somos assaltados por demónios que nos roem a alma. É um tormento em que nos atormentamos. É preciso ter paciência e o mais das vezes não a temos. A violência da vida bate-nos em cheio. Procuramos abrigos e todos cedem e nenhum é suficiente. Recordamos a paz que perdemos como o bem mais precioso, ignoramos o caminho que nos traga de volta a nós próprios. Falta-nos a coragem, mas para ela nem encontramos motivo. O mundo todo é um mal-entendido que aguardamos que se resolva ou estoire e enquanto nada acontece sofremos. Agarramo-nos a coisas que se nos escapam entre os dedos. Só a morte está por todo o lado desperta, cerca-nos, olha-nos com os olhos muito abertos, mete medo. Fechamos os olhos, mordemos os lábios, fugimos para debaixo da cama e não há maneira. O amor é uma coisa tão distante, tão impossível. Vivemos, momento a momento, uma solidão que nos aperta a garganta, faz de nós o que quer. Uma música, uma palavra, uma folha caída e é o suficiente para nos trazer uma irremediável precisão de chorar. E quando choramos não sabemos bem porque o fazemos, é só a tristeza a tomar conta de nós.
(Pedro Paixão- AMOR PORTÁTIL)
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 18:46 0 comentários
Etiquetas: Pessoas que sabem do que falam...
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 02:45 0 comentários
Etiquetas: Nonsense Feelings
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Lengalengas
Já assumi perante os demais, a minha paixão por literatura infantil. Coisa recente, talvez descoberta ao longo do meu percurso académico, mas a verdade é que os livros para os mais pequenos me prendem a atenção, fascinam-me e de certa forma ajudam-me a percorrer uma outra realidade, por vezes bem mais agradável...
Houve alguém que sabendo disso, procurou, pesquisou e ofereceu-me este presente:
"http://lengalengas.wordpress.com/"
E eu aqui estou, a perder horas a percorrer todas as sugestões que o site oferece e a acrescentar à minha lista, mais livros para comprar...
A ti que em tão pouco tempo entraste no meu mundo, cultivando-o e conquistando-o, dando provas que há partilhas maiores e talvez melhores... Obrigada! Sabes bem que te adoro...
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 22:03 1 comentários
Etiquetas: Livros e Companhia
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Em jeito de declaração final...
Ausente por uns dias, não encontrei forma melhor de dizer: Até já!
Luminoso afogado
E se a morte te esquecesse?
Ficarias aí deitado, o olhar fixo noutros olhares. Silencioso, ou a contar histórias de barcos, de oceanos e de mares, de peixes e de turbulentos rios - até que a luz poeirenta do mundo se extinguisse, para sempre.
Asfixiado pelas areias da praia onde a vaga fosforosa te abandonou.
Por que é que eu caminho no fundo deste tempo escuro e já não existo?
Mas nada acontece, porque a tua morte me tolheu. Não se ouve um fio de voz.
Resta o teu corpo deitado sob a respiração febril de quem se deu ao trabalho piedoso da vigília.
É através da memória dos outros que recordas o rosto que tiveste.
O que quero dizer é que já não sinto nada quando te olho. O rosto está morto e amortalhou o meu.
Outrora, quando navegavas, escrevia-te para contar o que não tinha sentido na viagem. Hoje, penso em ti como se fosses uma música da alma.
O teu olhar de morto e o meu são cúmplices, e ainda não deu hora nenhuma. Temos tempo de sobra.
Vou ressuscitar-te, assim poderás contar-me em sussurro o que fomos.
Eu poderei contar-te o que esqueci. Esta canção quase perdida na casa do nosso passado.
O sonho tem manchas de frutos sorvados no coração. Tem palpitações de sangue e de ilhas, de mares que se espreguiçam para dentro das cidades. E estas sobrevivem envoltas num véu de neblinas. Vemo-las tremeluzir no turvo crepúsculo das praias.
Que ponte levadiça trará de novo o desejo esquecido nos postos longínquos?
al berto
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 14:59 0 comentários
Etiquetas: Livros e Companhia
Outro...
... que me arranca milhentos suspiros por segundo... Penn Badgley as Dan Humpfrey em Gossip Girl... O menino tira-me do sério. Ai!!
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 01:06 0 comentários
Etiquetas: Nonsense Feelings
Vou passear, vou passear...
Temperaturas negativas, neve (i hope), snowboard e sku, sandes de queijo da serra, outras de presunto, jantares com bebida à descrição por apenas 7 euros, being with good people... Fim de semana à vista!!!
Publicada por V. Teles Fernandes à(s) 01:00 0 comentários
